recordei-me há pouco tempo de um livro que li... no meio do enredo da história, interpretei que a mensagem principal não era a narrativa por si só... isto levou-me a pensar numa teoria interessante...bem sei que talvez eu seja a voz da discórdia, porque a acho, honestamente, um pouco ousada... mas reflectindo longamente decidi que era assim que eu vejo as pessoas...
ser-nos-á mais natural ser bons ou maus?
seremos bons de uma forma, digamos, congénita? e com a capacidade de nos desviarmos do caminho, tornando-nos maus?
ou seremos maus intrinsecamente, e teremos a possibilidade de escolha para fazermos boas acções?
pois na minha opinião...
é muito mais fácil ser mau, ceder ao vício, à inveja, ao rancor, ao despeito, ao ciúme, à maldade pura...
e difícil fazer coisas boas, ajudar os outros, perder um minuto das nossas vidas a fazer outro sorrir, ou a ajudá-lo a deixar de chorar... apanhar um animal abandonado na rua, olhar um pedinte e não julgar, ver a tristeza nos olhos de alguém e dizer uma palavra de conforto...
para mim, é uma batalha diária, porque acredito que nascemos infectados com maldade... e só um esforço diário e insistente nos leva a sermos pessoas melhores... e a reprimir o lado escuro, fechando-o numa cave onde seja difícil alcançá-lo...
cá por mim, continuo com os meus 'pecados' diários, sempre tendo em mente que se pensarmos que podemos mudar, mudaremos... e talvez consigamos que ocorra uma qualquer mutação genética, um antídoto, que leve a que os nossos filhos não nasçam com esta dúvida...





para todos os que esperam sem esperança...
