domingo, 27 de janeiro de 2008

se tu viesses ver-me

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...
Florbela Espanca

arame farpado

mais tarde ou mais cedo, todos encontramos obstáculos pelo caminho...
saber como lidar com eles é o grande segredo...
tentar encontrar alguma maneira de passar, ou contorná-los...
deixar alguém aproximar-se para nos ajudar a empurrar até conseguirmos ver o outro lado para não perdermos o norte...
admitir que não o conseguiremos sózinhos, que precisamos de ser amparados para conseguir seguir em frente...
difícil? mas possível...

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

beautiful people... claro!

do melhor!!!

aceitam-se encomendas!!!

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

prémio


o 'SAM' atribuiu-me este prémio!
fico contente pela lembrança e pelo carinho, a agradeço humildemente...
parece que tenho que nomear alguns blogues para a estrada ir longa...
como não tenho assim tantos locais assíduos onde vou espreitar, retribuindo a amabilidade (mas não sei se é suposto nomear quem me nomeou) e nomeio aquele que me 'empurrou' para as palavras virtuais, com amizade...
então:
e já agora, passem pela casa nova, ...recente mas promissora (que eu já fui visitar mas não tive oportunidade de deixar uma 'dentada'!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

escada sem corrimão

É uma escada em caracol

E que não tem corrimão.
Vai a caminho do Sol

Mas nunca passa do chão.

Os degraus, quanto mais altos,

Mais estragados estão,

Nem sustos nem sobressaltos

servem sequer de lição.

Quem tem medo não a sobe

Quem tem sonhos também não.

Há quem chegue a deitar fora

O lastro do coração.

Sobe-se numa corrida.

Corre-se perigos em vão.

Adivinhaste: é a vida

A escada sem corrimão

David Mourão Ferreira

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

2008


ano novo, vida velha...
os anos seguem impiedosamente, a e vida passa, deixando-nos para trás se não tivermos cuidado... muito cuidado...
pois o tempo não é muito, os computadores não ajudam (tenho um avariado e o outro na loja a arranjar...), e vou começar aquela altura de exames e trabalhos que não me deixam respirar...
já pensei por o blogue em piloto automático por una tempos, e parece-me que é isso mesmo que vai acontecer...
nem tenho ido visitar os outros cibernautas, estou totalmente alheada das novidades literárias de cada um...
veremos...

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Band Aid 20 - Do They Know It's Christmas Time?

esta música sempre me impressionou... aqui numa versão renovada...
porque também é natal longe de nós,
devíamos fazer um esforço para sermos mais gratos pela vida que vivemos, aproveitá-la ao máximo com o máximo respeito...
feliz natal!

sorria!!

por vezes parece que o mundo desaba na nossa cabeça…
sentimos que o chão se abre debaixo dos nossos pés…
sentimo-nos impotentes, certos que não poderemos mudar os nossos sentimentos, seguros de que os dos outros não mudarão.
e por vezes choramos… os dias de chuva atropelam-se e temos certeza que nunca vão melhorar.
e passeamos por esses momentos contemplando o que há de pior… convencidos que o desespero, o temor, a saudade, a mágoa, o desalento nos acompanharão até perdermos de vista o sol…
e subitamente ouvimos uma canção pirosa na rádio, ou vemos um programa na televisão acerca das crias de orangotango que são salvas das plantações, ou recebemos boas notícias acerca de um amigo, ou chegamos a casa e somos saudados com um abraço carinhoso... e percebemos que o mundo até nem é assim tão mau…
e mantemos a esperança, agarramo-nos ao desejo de que amanhã será um pouco melhor que hoje. acordamos e sorrimos, acreditando que podemos superar os problemas, que tudo tem solução…
e firmemente, o medo faz-nos avançar, porque a vida é mesmo assim, cheia de inquietações mas plena de sonhos…

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

abandono


- que horas são?
e fixava os ponteiros impacientemente esperando que apenas com a força do pensamento eles se movessem mais depressa…
e o tempo não passava, derretia-se em incontáveis segundos de cada vez que eu olhava o relógio…
passaram dias, ou assim me pareceram… mesmo sabendo que não virias, continuei à espera, aquecendo a alma nas memórias de tempos em que fomos felizes…
não chegaste antes, não me pertences hoje… não te posso esperar mais, a vida foge-me…
- que horas são? ainda irei a tempo de a apanhar?